Por uma dessas fatalidades terríveis que acontecem com quem tem um projeto muito extenso no computador, perdi todo o texto que eu tinha previamente escrito, faz já uns dias, para este assunto. Mas não faz mal, talvez ele estivesse condicionado pela minha falta de conhecimento no assunto.
Não que eu fosse leviano ou presunçoso, escrevendo assim, de qualquer jeito, sem ter a mínima ideia sobre o que escrevia... Mas quando aprofundei a pesquisa, depois de já ter um início de texto pronto, vi que o número de filmes inspirados na obra de Cortázar é bem maior do que eu imaginava.
Tudo isso começou porque alguém perguntou, numa comunidade sobre Julio Cortázar numa rede social, quais contos de Cortázar inspiraram filmes. Claro que me vieram à mente, instantaneamente, o "Blow-Up" do Antonini e o "Jogo Subterrâneo", produção nacional razoavelmente recente, além, é claro, daquela versão georgiana para "Graffiti que não consegui assistir porque só passou em canal pago da TV fechada...
Mas a pergunta me deixou curioso. Resolvi pesquisar e publicar aqui no Morellianas esta que, espero, seja a mais completa lista de filmes inspirados no que Cortázar escreveu. Antes de irmos à lista, porém, cabe falar de alguns dos filmes mais importantes dessa relação. Escolhi dois estrangeiros e dois nacionais.
"Blow-up" (no Brasil se chama "Blow-Up: Depois Daquele Beijo") provavelmente é o filme mais lembrado quando se pensa em transposições da obra de JC para o cinema. E não é sem motivo: o longa tem a direção do italiano Michelangelo Antonini, que recebeu um Oscar pelo conjunto da obra em 1995 – e que foi indicado ao Oscar de Melhor Direção por Blow-up em 1967. O filme é de 1966 e tem no elenco David Hemmings, Vanessa Redgrave e Sarah Miles.
No ano seguinte ao lançamento do filme de Antonioni, outro grande diretor lançou um filme inspirado por um conto de Cortázar. "Week End" é o filme, e Jean-Luc Godard é o diretor. O filme é baseado no inesquecível "A Auto-estrada do Sul". Embora não tendo ganho um Oscar de direção, Godard foi nomeado por "Week End" (que no Brasil é intitulado "Week-end à Francesa") ao Urso de Ouro no Festival de Berlim. No elenco, Mireille Darc, Jean Yanne e Jean-Pierre Kalfon.
No Brasil, Guilherme de Almeida Prado dirigiu "A Hora Mágica", de 1998. O ideia para o filme veio de "Troca de Luzes", conto muito interessante que está no livro "Alguém que Anda por Aí". Estranho que o filme não seja lá muito conhecido, porque tem um elenco de peso: Júlia Lemmertz (como a fã Lúcia), Raul Gazolla (como o ator de rádioteatro Tito Balcárcel), Maitê Proença, José Lewgoy, John Herbert, Oscar Magrini, Adriana Lessa e por aí vai... Ele inclusive ganhou prêmios no Miami Brazilian Film Festival (Festival de Cinema Brasileiro de Miami) de 1999: Melhor Atriz Coadjuvante (Maitê Proença) e Melhor Fotografia. Vejam que bonito o cartaz.
Por fim, algumas palavras sobre o último filme nacional (pelo menos entre os que pude encontrar) inspirado por um conto cortazariano. E é o mais famoso entre as produções brasileiras. "Jogo Subterrâneo" data de 2005 e é dirigido por Roberto Gervitz. Ele também assina o roteiro, ao lado do chileno Jorge Durán – o mesmo roteirista dos clássicos "Pixote", de 1981, e "O Beijo da Mulher Aranha", de 1984. No filme, que segue a ideia de "Manuscrito Achado num Bolso", vemos Felipe Camargo se (des)encontrar com Maria Luísa Mendonça (sensualíssima e lânguida) e ainda Júlia Lemmertz, Daniela Escobar e a mesma Maitê Proença de "A Hora Mágica". O filme foi indicado a premiações em países como Alemanha, Colômbia, Cuba, Estados Unidos, além do Brasil, e levou alguns troféus.
Agora vamos à lista. Ela está longe de ser completa, acredito. Certamente há produções de outros países, e mesmo dos países já presentes na lista. Se você conhece mais algum filme que não está nesta lista, por favor, contate o Blog Morellianas para nos ajudar a expandir essa relação.
Outro bom lugar para achar filmes baseados em trabalhos do Cortázar, em sua maioria independentes e amadores, é o YouTube e sites assemelhados. Não incluí nesta lista esses filmes porque ela seria enorme. E teria pouca chance de apresentar alguma informação adicional sobre essas produções.
Dito isso, agora sim, vamos à lista:
(Pessoal, essa lista me parece tão boa que acho que até visitantes estrangeiros podem acabar vindo parar aqui no Morellianas – se eu tivesse minhas versões de Calac e Polanco certamente ouviria risos incontidos, agora... –, com a ajuda do Google... por isso, peço licença para botar uma nota em outros idiomas aqui)
EN: The following is a list of all movies based on Julio Cortázar's work I could find information about. Feel free to use it, but please give me the credit, as it took me a lot of effort and time to gather the info on it.
ES: La seguinte es una lista de todos las películas inspiradas en los textos de Julio Cortázar acerca de que pude encuentrar informaciones. Siéntase libre para utilizarla, pero, por favor, dame crédito, porque me costó mucho esfuerzo y tiempo reunir la información en ella.
PT: Esta é uma lista de todos os filmes inspirados nos textos de Julio Cortázar sobre os quais consegui encontrar informações. Fique á vontade para usá-la, mas, por favor, me dê crédito, porque me custou muito esforço e tempo reunir a informação contida nela.
FILMES BASEADOS EM CONTOS
1962 - "La Cifra Impar", de Manuel Antin (Argentina), baseado em "Cartas de Mamãe", do livro "As Armas Secretas".
1964 - "Circe", de Manuel Antin (Argentina), baseado no conto homônimo, do livro "Bestiário".
1965 - "Intimidad de los Parques", de Manuel Antin (Argentina), baseado em "Continuidade dos parques", e em "O Ídolo das Cíclades", ambos do livro "Final do Jogo".
1965 - "El Perseguidor", de Osias Wilenski (Argentina), baseado em "O Perseguidor", do livro "As Armas Secretas".
1966 - "Blow-up", de Michelangelo Antonioni (Itália), baseado em "As Babas do Diabo", do livro
1967 - "Week End", de Jean-Luc Godard (França), baseado em "A Auto-estrada do Sul", do livro "Todos os Fogos o Fogo".
1971 - "La Fin du Jeu", de Renaud Walter(França), baseado em "Final do jogo", do livro homônimo.
1972 - "Omnibus", de Sergio Bianchi (Brasil), baseado em "Ônibus", do livro "Bestiário".
1974 - "Monsieur Bébé", de Claude Chabrol (França), baseado em "Os Bons Serviços", do livro "As Armas Secretas".
1977 - "A Segunda Besta", de Sergio Bianchi (Brasil), baseado em "Carta a uma Senhorita em Paris", do livro "Bestiário".
1978 - "L'ingorgo - Una storia impossibile", de Luigi Comencini (Itália), baseado em "A Auto-estrada do Sul", do livro "Todos os Fogos o Fogo".
1981 - "Cambio de Luces", de Leopoldo Best (México), baseado em "Troca de Luzes", do livro "Alguém que Anda por Aí".
1983 - "Instrucciones para John Howell", de José Antonio Páramo (Espanha), baseado em "Instruções para John Howell, do livro "Todos os Fogos o Fogo"
1988 - "Manuscrito Achado num Bolso", de Ricardo Carnelossi (Brasil), baseado no conto homônimo, do livro "Octaedro".
1988 - "Der gläserne Himmel", de Nina Grosse (Alemanha Ocidental), baseado no conto "O Outro Céu", do livro "Todos os Fogos o Fogo".
1992 - “Os Moradores da Rua Humboldt" de Luciano Moura (Brasil), baseado em "Estranhas Ocupações", do livro "Histórias de Cronópios e de Famas".
1994 - "Avtobus", de Vytautas Palsis (Lituânia), baseado em "Ônibus", do livro "Bestiário".
1998 - "Diario para un Cuento", de Jana Bokova (diretora tcheca, mas a produção é argentina), baseado em "Diário para um conto", do livro "Fora de Hora".
1998 - "A Hora Mágica", de Guilherme de Almeida Prado (Brasil), baseado em "Troca de Luzes", do livro "Alguém que Anda por Aí".
2000 - "Furia", de Alexandre Aja (França), baseado em "Grafitti", do livro "Orientação dos Gatos".
2005 - "Jogo Subterrâneo", de Roberto Gervitz (Brasil), baseado em "Manuscrito Achado num Bolso", do livro "Octaedro".
2006 - "Graffiti", de Vano Burduli (Geórgia), baseado em "Grafitti", do livro "Orientação dos Gatos".
2009 - "Mentiras Piadosas", de Diego Sabanés (Argentina), baseado em "A Saúde dos Doentes", do livro "Todos os Fogos o Fogo".
FILMES BASEADOS EM OUTROS LIVROS
1984 - "La Maga", de Marisa Pecanins (México), baseado baseado no romance "O Jogo da Amarelinha".
1995 - "Lucas", de Carlos Vega Escalante (México), baseado no livro "Um Tal Lucas".
2004 - "Hopscotch", de Jae Song (Estados Unidos), baseado no romance "O Jogo da Amarelinha".
2005 - "Paris Marsella", de Sebastián Martínez Piñeiro (Argentina, co-produzido com a França), inspirado por "Os Autonautas da Cosmopista".
DOCUMENTÁRIOS, NÃO-IDENTIFICADOS E OUTROS
1946 - "La sombra del pasado", de Ingacio Tankel (Argentina).
1965 - "Leonora Carrington o el sortilegio ironico", de Felipe Cazals (México).
1982 - "Intramuros", de Cristina Gomez (México).
1986 - "Gracias Che Cortázar", de Fabio Gasparrini e Fernando Spiner (Argentina).
1994 - "Cortázar", de Tristán Bauer (Argentina).
2002 - "Cortázar: Apuntes para un Documental", de Eduardo Montes Bradley (Argentina).
2004 - "Buscando la Sombra del Pasado", de (Argentina); documentário sobre o roteiro de "La sombra del pasado".
2006 - "Cronopio cronopio, Cortázar y compañia", de Lilian Vázquez (México).
PÁGINA NA IMDB
http://www.imdb.com/name/nm0181497/
quarta-feira, 30 de março de 2011
segunda-feira, 28 de março de 2011
Enquanto preparo posts muito legais...
... para dar sinal de vida, deixo aqui mais um pra lista de "influenciados por Cortázar".
Já viram o Julião no clipe "Hit Me Like A Man", da banda porto-alegrense Damn Laser Vampires? Não? Veja aí!
P.S.: Pra quem não está com paciência para procurar o Cortázar, vá direto para 1:45. (Mas é legal ver o clipe inteiro, porque aparecem outras figuras bacanas)
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
O jogo da amarelinha II - Salteado
![]() |
| Capa também salteada |
“O jogo da amarelinha” pode ser lido de duas maneiras. Na verdade, de muitas (“À sua maneira, este livro é muitos livros”, escreveu Cortázar no Tabuleiro de Direção), mas principalmente de duas maneiras (“mas é, sobretudo, dois livros”, completa Julio): como se lê qualquer livro, do capítulo 1 ao 2 e então ao 3 e por aí vamos, até o último; ou, então, pulando uma amarelinha capitular, começando do capítulo 73, partindo para o 1, continuando no 2 para dar um salto ao 116... seguindo uma (des?)ordem numérica que o próprio JC bolou.
O texto que publiquei antes, aqui no Morellianas, sobre “O jogo...” foi escrito depois de jogar a amarelinha “castiça” (francamente absurdo pensar numa amarelinha castiça, mas mais de uma vez há alguém num livro de Julio Cortázar querendo alguma coisa castiça, geralmente o idioma espanhol): pedra no um, depois no dois etc. e cuidado pra não pisar fora da linha, pra não se perder do enredo e tudo o mais. Mas eu queria também apresentar aqui no Morellianas um texto sobre a outra forma de ler, por isso reli o livro, desta vez “aos saltos”.
O enredo continua o mesmo, é claro, então podemos pular essa parte. O que interessa mesmo é como a história fica mais rica se a gente lê desse modo. Os capítulos prescindíveis às vezes se encaixam na linha cronológica, expandindo a história, e às vezes funcionam como um comentário irônico do que acabou de ser narrado num capítulo “não prescindível”. É claro que esses capítulos ainda vão estar lá se você ler como eu li da primeira vez (1, 2, 3, 4... e depois não parar nos três asteriscos e continuar lendo os prescindíveis), mas não é a mesma coisa, porque o contexto é tudo, che, falando num estilo meio Clube da Serpente. Não lendo esses capítulos entremeados com os primeiros 56, eles podem parecer piadas sem graça ou comentários non sense. Mas, acredite, Cortázar fez um grande trabalho ao escolher onde e como esses capítulos prescindíveis entram na obra. Para detalhes, a edição comentada (em espanhol) da editora Cátedra apresenta algumas notas que indicam as relações que os capítulos estabelecem entre si.
É isso, pessoal. Ficou curto o texto, mas está na hora do meu mate com batatas fritas.
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sábado, 12 de fevereiro de 2011
26 anos sem Cortázar
Oi, pessoal!
Não tive tempo de escrever um texto especial para a data (pra quem não sabe, hoje faz 26 anos da morte do Cortázar), então posto aqui o link para um texto que publiquei, no ano passado, no meu blog pessoal, sobre o aniversário de 25 anos da morte dele.
http://textosdoguga.blogspot.com/2009/02/25-anos-sem-cortazar.html
Continuemos lendo Julio Cortázar para que seus pensares e sentires se espalhem por todos com um pouco de cronopiedade em si.
Não tive tempo de escrever um texto especial para a data (pra quem não sabe, hoje faz 26 anos da morte do Cortázar), então posto aqui o link para um texto que publiquei, no ano passado, no meu blog pessoal, sobre o aniversário de 25 anos da morte dele.
http://textosdoguga.blogspot.com/2009/02/25-anos-sem-cortazar.html
Continuemos lendo Julio Cortázar para que seus pensares e sentires se espalhem por todos com um pouco de cronopiedade em si.
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Influenciados por Cortázar
- Gabriel García Márquez cita o bebê Rocamadour em "Cem anos de solidão";
- No livro "Os lados do círculo", de Amilcar Bettega Barbosa, personagens formam "figuras", bem ao estilo Cortázar;
- No livro "Cordilheira", de Daniel Galera, além de Cortázar ser citado pela protagonista como um dos autores argentinos que já leu, o açougue de um dos personagens se chama Carnicería Cortázar;
- O grupo Gotan Project, em seu álbum Tango.3.0, tem uma música chamada Rayuela. Na canção, ouve-se trechos de textos narrados pelo próprio Cortázar;
- No clipe da música "Essa canção francesa", de Thiago Pethit e Tiê, a personagem que espera lê uma edição de "Rayuela"; além disso, os protagonistas parecem parecem fazer jus àquela frase, também de "O jogo da amarelinha": "Andávamos sem nos procurar, mas sabendo sempre que andávamos para nos encontrar"
- Na página 762 da edição nacional de "The Beatles: A biografia", de Bob Spitz, ficamos sabendo que muito provavelmente os Beatles leram "A auto-estrada do sul", já que, à época em que eles ofereciam livremente financiamentos para projetos culturais e "boas ideias em geral", alguém apresentou uma proposta de transformar esse conto de Cortázar em filme.
- A música "Tercer mundo", do grupo Secos & Molhados é um trecho do livro "Prosa do observatório" musicado.
Mais algum para a lista, pessoal?
- No livro "Os lados do círculo", de Amilcar Bettega Barbosa, personagens formam "figuras", bem ao estilo Cortázar;
- No livro "Cordilheira", de Daniel Galera, além de Cortázar ser citado pela protagonista como um dos autores argentinos que já leu, o açougue de um dos personagens se chama Carnicería Cortázar;
- O grupo Gotan Project, em seu álbum Tango.3.0, tem uma música chamada Rayuela. Na canção, ouve-se trechos de textos narrados pelo próprio Cortázar;
- No clipe da música "Essa canção francesa", de Thiago Pethit e Tiê, a personagem que espera lê uma edição de "Rayuela"; além disso, os protagonistas parecem parecem fazer jus àquela frase, também de "O jogo da amarelinha": "Andávamos sem nos procurar, mas sabendo sempre que andávamos para nos encontrar"
- Na página 762 da edição nacional de "The Beatles: A biografia", de Bob Spitz, ficamos sabendo que muito provavelmente os Beatles leram "A auto-estrada do sul", já que, à época em que eles ofereciam livremente financiamentos para projetos culturais e "boas ideias em geral", alguém apresentou uma proposta de transformar esse conto de Cortázar em filme.
- A música "Tercer mundo", do grupo Secos & Molhados é um trecho do livro "Prosa do observatório" musicado.
Mais algum para a lista, pessoal?
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Felicidade do cronópio blogueiro
*Azafamado (que é uma palavra que deve ser pega firmemente, pelos pés, para que não escape - pelo menos é o que o cronópio blogueiro imagina que o velho Julio Cortázar diria), o cronópio blogueiro escreve rapidamente, na velocidade das gotas que se esmagam mais rápido entre todas.*
Boas salenas, cronópios cronópios (e famas e esperanças, ainda que as primeiras só venham aqui pra criticar minha falta de método e as últimas nem devam ler esse blog, por preguiça)!Desculpem a ausência... Andava, pra dizer a verdade, meio discrente do blog, achei que ninguém o lia... Fiquei muito contente em entrar aqui e ver comentários animados. :)
Tenho novidades para postar, então em seguida volta com elas (amanhã, talvez, pra recompensar vocês que me seguem, mesmo sem ter postagens com frequencia muito certa. O que vem por aí:
1- O jogo da amarelinha II (leitura "aos saltos")
2- Salvo el crepúsculo
3- Novidades sobre lançamentos e reedições de livros de/sobre Cortázar.
Obrigado a todos pelos comentários bacanas! Me deram novo gás pra tocar o Morellianas! Ah, e se alguém quiser compartilhar uma visão diferente de algum livro, o Morellianas está aberto a participações.
Abraços!
Boas salenas, cronópios cronópios (e famas e esperanças, ainda que as primeiras só venham aqui pra criticar minha falta de método e as últimas nem devam ler esse blog, por preguiça)!Desculpem a ausência... Andava, pra dizer a verdade, meio discrente do blog, achei que ninguém o lia... Fiquei muito contente em entrar aqui e ver comentários animados. :)
Tenho novidades para postar, então em seguida volta com elas (amanhã, talvez, pra recompensar vocês que me seguem, mesmo sem ter postagens com frequencia muito certa. O que vem por aí:
1- O jogo da amarelinha II (leitura "aos saltos")
2- Salvo el crepúsculo
3- Novidades sobre lançamentos e reedições de livros de/sobre Cortázar.
Obrigado a todos pelos comentários bacanas! Me deram novo gás pra tocar o Morellianas! Ah, e se alguém quiser compartilhar uma visão diferente de algum livro, o Morellianas está aberto a participações.
Abraços!
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domingo, 26 de dezembro de 2010
Nova campanha da SEAT traz texto (e voz) de Cortázar
A SEAT (que a Wikipedia me diz que significa Sociedad Española de Automóviles de Turismo) lançou uma propaganda do SEAT León com a voz de Cortázar. Enquanto a propaganda rola, ouvimos Julio narrar "Instrucciones para dar corda al reloj".
Vejam a propaganda:
Primeiro fiquei indignado com a ideia da agência de publicidade. Usar um texto de Julio Cortázar... um texto que questiona como as modernidades nos aprisionam, para vender modernidades... Enfim, vocês entendem o que quero dizer, acho. É meio como usar uma crítica contra si para fazer um elogio de si mesmo!
Não será uma anti-propaganda? Claro, ainda com fins de vender, de chamar a atenção... Mas é mais ou menos como aquela propaganda do Hublot com o Bernie Ecclestone (veja mais detalhes aqui).
Não sei bem o que achei... muito menos consigo imaginar o que Cortázar pensaria? Acharia uma cronopiedade ou uma deturpação do seu espírito autonauta?
Comentários, por favor!
Vejam a propaganda:
Primeiro fiquei indignado com a ideia da agência de publicidade. Usar um texto de Julio Cortázar... um texto que questiona como as modernidades nos aprisionam, para vender modernidades... Enfim, vocês entendem o que quero dizer, acho. É meio como usar uma crítica contra si para fazer um elogio de si mesmo!
Não será uma anti-propaganda? Claro, ainda com fins de vender, de chamar a atenção... Mas é mais ou menos como aquela propaganda do Hublot com o Bernie Ecclestone (veja mais detalhes aqui).
Não sei bem o que achei... muito menos consigo imaginar o que Cortázar pensaria? Acharia uma cronopiedade ou uma deturpação do seu espírito autonauta?
Comentários, por favor!
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