Notícia do Blog da L&PM Editores:
"Os contos de Julio Cortázar
A Casa de Cultura Mario Quintana, de Porto Alegre, promove o curso gratuito “Contos de Julio Cortázar”, com início nesta quinta-feira, dia 27 de março. São oito encontros quinzenais que se estendem até o dia 3 de julho.
Os participantes terão uma visão panorâmica da obra do autor por meio da leitura dos textos escolhidos, mediada por conhecedores da escrita de Cortázar: o escritor e tradutor Ernani Só, o músico e tradutor Sérgio Karam (responsável pela antologia A autoestrada do sul & outras histórias) e as professoras de literatura hispano-americana da UFRGS Karina Lucena e Liliam Ramos.
2014 é o “ano Cortázar“, que marca os 100 anos de seu nascimento, 30 anos de sua morte e 50 anos da publicação de O jogo da amarelinha. Mais informações aqui."
Já corrigi o link, que estava incorreto no site da L&PM.
Agora, fala sério, né, CCMQ? TRINTA vagas apenas? Vergonhoso...
sábado, 29 de março de 2014
quarta-feira, 26 de março de 2014
Viaje Alrededor de una Mesa
![]() |
| Capa da primeira edição |
Bem que eu gostaria de escrever textos longos aqui para o blog. Mas simplesmente não faz o meu tipo. Então, sabendo disso, e tendo como prova que textos longos como “Os Prêmios” e “O Livro de Manuel” não tiveram textos quilométricos a seu respeito publicados aqui no Morellianas, não deve ser de surpreender que esse vá ser um texto curto.
Porque “Viaje Alrededor de una Mesa” é um texto curto, que nem bem chega a 20 laudas (“páginas cheias de texto”, no jargão dos profissionais do texto). Se o tamanho não é lá dos mais imponentes (chego a estranhar que o tenham publicado como livro impresso, mas já que há fontes confiáveis que confirmam isso...), a temática também não parece (pelo menos para mim não parecia) das mais promissoras: mais um debate sobre a responsabilidade do intelectual na revolução.
Francamente, não esperava muito do texto. Até tive de começar a lê-lo mais de uma vez, porque a primeira leitura foi interrompida pelo sono. Mas o caso é que, vencidas as barreiras iniciais e preconceituosas, “Viaje Alrededor de una Mesa” é um texto bem interessante.
A coisa começa a esquentar quando Julio escreve que
"(...) existe una tendencia a esperar, cuando no a pretender una temática revolucionaria o en todo caso muy próxima al contexto sociopolítico, e incluso un lenguaje literario que no sobrepase el nivel de comprensión del lector medio".
E daí Julio desenvolve sua reivindicação de que a obra literária não precisa falar sobre as mudanças sociopolíticas para estar inserida e mesmo apoiar o contexto de mudança sociopolítica e que o que exigem, por vezes, do escritor
“(...) no es tanto uma creación revolucionaria como uma creación dentro de La revolución”
Outra porção interessante do texto é quando Julio escreve sobre a liberdade de expressão. Talvez dê pra discordar do cara ali, mas, não se pode negar, tem coesão o que escreve.
E insiste que, para realmente ser “revolucionária”, a obra precisa causar certa estranheza:
“(...) si verdaderamente merece el nom¬bre de creación, si agrega nuevas con¬quistas mentales o sensibles al patrimo¬nio que queremos legar al hombre nue¬vo, se sitúa casi siempre en desajuste con su tiempo (...) Cuanto más revolucionaria es La obra, más se adelanta a su tiempo.”
O que completa, com este trecho, que me faz pensar em “Rayuela”:
“(...) toda creación, más allá de cierto nivel, rebasa el presente de aquel que la recibe, y que precisamente así es como la creación más audaz se vuelve acto revolucionario en la medida en que éste se adelanta siempre y por definición al presente y va hacia el hombre nuevo. Hay libros, como hay gestos y sacrificios, que contribuyen a inventar el pre¬sente por venir; ellos son ya ese futuro que se tiende sobre el presente para pe¬netrarlo y fecundarlo.”
E já que falamos em militar, Cortázar retoma sua velha militância pelo expurgo dos cadáveres da língua (“Seguimos hablando de hoy y de mañana con La lengua de ayer”).
E JC também deixa entender que já estava de saco cheio de que metessem a colher no trabalhos dos escritores, principalmente os que não escreviam. Não que considerasse o ofício do escritor algo supremo, mas o irritava que aqueles que mal tinham lido algumas obras já se pusessem a criticar. Ou seja, um belo “no te hermás, metano” (pra que não se lembra, trecho de um dos textos de “Le Ragioni della Collera”).
Ainda assim, Julio se põe no lugar dos outros (desculpe, Julião, por usar essa metáfora sem antes desinfetá-la) e pondera que todas essas críticas e essas revoltas têm lá seu lado bom. E que disso poderia surgir algo bom e que era sempre conveniente ter autocrítica.
E, para que ninguém ache um pretexto para dizer que este texto, talvez o texto político mais interessante do escritor, não tem a cara de Julio Cortázar, há este trecho:
“(...) la gente no sólo lee literatura para aprender sino para gozar, que lee litera¬tura de la misma manera que baila o hace el amor, y que en el fondo la lite¬ratura es una de las formas del erotismo en el altísimo sentido en que lo enten¬dían Platón o Dante.”
Puro Cortázar!
(Se quiser ler o texto completo, ele está disponível no site Revista de Letras Abanico, da Biblioteca Nacional da Argentina.)
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sexta-feira, 7 de março de 2014
Uma conversa com Cortázar
Buenas, Julio.
Senta aí, che, toma alguma coisa. Um mate, eu imagino. Batatas fritas?
Um absurdo pensar nessa situação, nos encontrarmos em uma metafórica mesa de bar – sem bar – num texto. Mas o absurdo maior é nos acostumarmos às coisas, etiquetando-as de cotidianas e apenas roçando o olhar por elas. (E pra quem escreveu uma carta como "Botella al Mar" e um algo-absolutamente-inclassificável como "Anillo de Moebius" este texto não deverá causar grande estranheza.) Se é tarefa de todo leitor que já deixou de ser “lector hembra” tentar ir além do ler o texto, ingressar na criação do mesmo, acho que deve dar pra aplicar a mesma ideia ao autor: (re)criar o autor. O que é muito útil no teu caso, Julio, porque já faz décadas que te foste e os teus textos antigos que descobrem ano a ano não preenchem a necessidade de contato com tua persona.
Sempre quis trocar uma ideia contigo. Mas é claro que não vou me meter a escrever as tuas falas, porque não poderia simular o particular caleidoscópio através do qual tu olhavas a vida. Vou só te imaginar do outro lado da mesa (de madeira escura, isso eu também consigo imaginar), balançando a cabeça para indicar, apenas indicar, o que pensas.
Já que já falei do assunto, este ano faz 30 anos que tu morreste. Não escrevi nada sobre isso em fevereiro porque eu mesmo tive de lidar com uma morte doída. Meu avô morreu (o Benedetti escreveu bem em “La Tregua”: “morrer” tem uma dimensão aterradora que “falecer” não tem; de certo modo, pra quem ama e admira, apenas “morrer” corresponde ao sentimento de perda, arrasador), e lembrei de ti, Julio, porque ele também trocou um continente por outro. Ele também era um cara especial, com visão e valores raros, cada vez mais raros. Pra mim, morreu o último grande homem. E morreu, com ele, muito do que havia de bom e entusiasmado em mim. Perdas assim são uma merda, Julio. Têm a violência de uma colisão com uma árvore a mais de cem por hora, em uma estrada próxima a um lugar chamado Kindberg.
Outro motivo pelo qual não escrevi sobre os 30 anos da tua morte, JC, é que, pra mim, não faz sentido. A morte é o fim? É uma passagem (ou, mais cortazarianamente, uma galeria – que entra deste lado e sai de algum outro)? O encontro do caminho do kibbutz do desejo? Não sei, mas o que ela não é, é algo para comemorar. Melhor te lembrar pelas palavras, pelas ideias, pelas risadas, pelos arrepios, pelo combate à solidão existencial autoimposta... Muita gente se lembrou da tua morte, olha só:
http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/2014/02/1411014-morte-de-julio-cortazar-completa-30-anos.shtml
http://www.jb.com.br/cultura/noticias/2014/02/12/cortazar-teria-morrido-de-aids-e-nao-de-cancer/
http://homoliteratus.com/30-apos-sua-morte-surge-pergunta-julio-cortazar-morreu-de-aids/
http://ansabrasil.com.br/brasil/noticias/americalatina/argentina/2014/02/12/Cortazar-teria-morrido-Aids-nao-cancer_7571784.html
http://www.noticiasaominuto.com/cultura/173106/espetaculo-assinala-30-anos-da-morte-de-julio-cortazar#.UxdzCqI4-BQ
Ridículo, Julião, ficarem discutindo se tu morreste de câncer ou de AIDS. Em que isso influi na tua obra? No que isso contribui para te entender, te incorporar?
Em Portugal, pelo menos, estão mais interessados numa adaptação teatral de “Casa Tomada”. Foi destaque em muitos jornais portugueses:
http://www.tsf.pt/blogs/filaj/archive/2014/02/20/the-house-taken-over-243-pera-de-vasco-mendon-231-a-no-maria-matos.aspx
http://www.publico.pt/cultura/noticia/vasco-mendonca-compositor-feito-de-curiosidade-e-inquietacao-1624557
http://www.sabado.pt/Ultima-hora/Sociedade/Opera-luso-britanica-chega-ao-Maria-Matos.aspx
http://www.publico.pt/cultura/noticia/a-inteligencia-de-uma-encenadora-1624406
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=717824&tm=4&layout=121&visual=49
http://www.publico.pt/cultura/noticia/critica-de-opera-1625913
Ainda em Portugal, o Periódico da Fundação José Saramago dá destaque ao Ano Cortázar:
http://espanol.josesaramago.org/blimunda-21-fevereiro-2014-262679
Também aqui no Brasil tem gente interessada em outras coisas mais importantes sobre a tua vida do que o fim dela. Uns exemplos, Julião:
- Um texto curto, que comenta tua concepção do conto:
http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-31--123-20140218
- Um extenso texto sobre teu livro póstumo, com tuas palestras em Berkeley:
http://revistaforum.com.br/digital/134/cortazar-por-cortazar-o-politicamente-fantastico/
- Uma boa notícia trazida pelo nosso amigo aqui do blog, Carlos Piloto. Reproduzo:
“Olá, Gustavo.
Novo livro sobre Cortázar, Cortázar de la A a la Z, Alfaguara (2014).
Mais informações no Google.
Bom início para o "Año Cortázar 2014".
Divulgue para todos os cronópios em seu blog.
Grande Abraço.
Carlos Piloto
Santos-SP”
Notícia complementada pelo artigo do El País:
http://brasil.elpais.com/brasil/2014/02/11/cultura/1392141836_920724.html
O mesmo amigo Carlos, enviou outro link interessantíssimo, que parece indicar que uma nova tradução de "Rayuela" sairá neste ano. (Mas este trouxa aqui não cai mais nos trambiques da Civilização Brasileira! Vou verificar umas quantas vezes se a tradução é mesmo nova, antes de gastar uma quantia fabulosa num livro da editora!)
Achei, também, um interessante texto te relacionando a Alice no País das Maravilhas e à Copa do Mundo (!):
http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:9CaFq7oQp24J:www.dm.com.br/texto/162870+&cd=1&hl=en&ct=clnk&gl=br&client=firefox-a
E a tua influência segue, em várias rayuelas, não só nas pessoas, mas também nas empresas, como: Rayuela Restaurante Cultural, Rayuela Livraria e Bistrô, Rayuela Comercio de Roupas e Acessórios... (e nos nomes de ruas, como já escrevi aqui no blog, anteriormente)
E segue, também, e isso não poderá ser surpreendente para quem tenha te lido, para quem realmente tenha te lido, a tua influência no erótico. O capítulo 7 de Rayuela segue sendo um monumento ao amor completo, total. Como se pode ver na abertura da série erótica “Tramas Ardientes”, exibida pelo canal Playboy TV.
http://www.youtube.com/watch?v=F1Jbz67O7ZE
Como pode ver, continuas por aí. Continuas sendo “alguém que anda por aí”. E por aqui também, já que penso em ti e nas coisas que escreveste umas quantas vezes por dia. Sempre que me acontece algo curioso, ou bonito, ou absurdo...
Bem, JC... Já falei tanto. Acho que agora vou ficar só calado, sentado, olhando, figurativamente, pra ti por um momento... Sorvendo um mate. Um mate metafórico.
Boas salenas, grande cronópio.
Senta aí, che, toma alguma coisa. Um mate, eu imagino. Batatas fritas?
Um absurdo pensar nessa situação, nos encontrarmos em uma metafórica mesa de bar – sem bar – num texto. Mas o absurdo maior é nos acostumarmos às coisas, etiquetando-as de cotidianas e apenas roçando o olhar por elas. (E pra quem escreveu uma carta como "Botella al Mar" e um algo-absolutamente-inclassificável como "Anillo de Moebius" este texto não deverá causar grande estranheza.) Se é tarefa de todo leitor que já deixou de ser “lector hembra” tentar ir além do ler o texto, ingressar na criação do mesmo, acho que deve dar pra aplicar a mesma ideia ao autor: (re)criar o autor. O que é muito útil no teu caso, Julio, porque já faz décadas que te foste e os teus textos antigos que descobrem ano a ano não preenchem a necessidade de contato com tua persona.
Sempre quis trocar uma ideia contigo. Mas é claro que não vou me meter a escrever as tuas falas, porque não poderia simular o particular caleidoscópio através do qual tu olhavas a vida. Vou só te imaginar do outro lado da mesa (de madeira escura, isso eu também consigo imaginar), balançando a cabeça para indicar, apenas indicar, o que pensas.
Já que já falei do assunto, este ano faz 30 anos que tu morreste. Não escrevi nada sobre isso em fevereiro porque eu mesmo tive de lidar com uma morte doída. Meu avô morreu (o Benedetti escreveu bem em “La Tregua”: “morrer” tem uma dimensão aterradora que “falecer” não tem; de certo modo, pra quem ama e admira, apenas “morrer” corresponde ao sentimento de perda, arrasador), e lembrei de ti, Julio, porque ele também trocou um continente por outro. Ele também era um cara especial, com visão e valores raros, cada vez mais raros. Pra mim, morreu o último grande homem. E morreu, com ele, muito do que havia de bom e entusiasmado em mim. Perdas assim são uma merda, Julio. Têm a violência de uma colisão com uma árvore a mais de cem por hora, em uma estrada próxima a um lugar chamado Kindberg.
Outro motivo pelo qual não escrevi sobre os 30 anos da tua morte, JC, é que, pra mim, não faz sentido. A morte é o fim? É uma passagem (ou, mais cortazarianamente, uma galeria – que entra deste lado e sai de algum outro)? O encontro do caminho do kibbutz do desejo? Não sei, mas o que ela não é, é algo para comemorar. Melhor te lembrar pelas palavras, pelas ideias, pelas risadas, pelos arrepios, pelo combate à solidão existencial autoimposta... Muita gente se lembrou da tua morte, olha só:
http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/2014/02/1411014-morte-de-julio-cortazar-completa-30-anos.shtml
http://www.jb.com.br/cultura/noticias/2014/02/12/cortazar-teria-morrido-de-aids-e-nao-de-cancer/
http://homoliteratus.com/30-apos-sua-morte-surge-pergunta-julio-cortazar-morreu-de-aids/
http://ansabrasil.com.br/brasil/noticias/americalatina/argentina/2014/02/12/Cortazar-teria-morrido-Aids-nao-cancer_7571784.html
http://www.noticiasaominuto.com/cultura/173106/espetaculo-assinala-30-anos-da-morte-de-julio-cortazar#.UxdzCqI4-BQ
Ridículo, Julião, ficarem discutindo se tu morreste de câncer ou de AIDS. Em que isso influi na tua obra? No que isso contribui para te entender, te incorporar?
Em Portugal, pelo menos, estão mais interessados numa adaptação teatral de “Casa Tomada”. Foi destaque em muitos jornais portugueses:
http://www.tsf.pt/blogs/filaj/archive/2014/02/20/the-house-taken-over-243-pera-de-vasco-mendon-231-a-no-maria-matos.aspx
http://www.publico.pt/cultura/noticia/vasco-mendonca-compositor-feito-de-curiosidade-e-inquietacao-1624557
http://www.sabado.pt/Ultima-hora/Sociedade/Opera-luso-britanica-chega-ao-Maria-Matos.aspx
http://www.publico.pt/cultura/noticia/a-inteligencia-de-uma-encenadora-1624406
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=717824&tm=4&layout=121&visual=49
http://www.publico.pt/cultura/noticia/critica-de-opera-1625913
Ainda em Portugal, o Periódico da Fundação José Saramago dá destaque ao Ano Cortázar:
http://espanol.josesaramago.org/blimunda-21-fevereiro-2014-262679
Também aqui no Brasil tem gente interessada em outras coisas mais importantes sobre a tua vida do que o fim dela. Uns exemplos, Julião:
- Um texto curto, que comenta tua concepção do conto:
http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-31--123-20140218
- Um extenso texto sobre teu livro póstumo, com tuas palestras em Berkeley:
http://revistaforum.com.br/digital/134/cortazar-por-cortazar-o-politicamente-fantastico/
- Uma boa notícia trazida pelo nosso amigo aqui do blog, Carlos Piloto. Reproduzo:
“Olá, Gustavo.
Novo livro sobre Cortázar, Cortázar de la A a la Z, Alfaguara (2014).
Mais informações no Google.
Bom início para o "Año Cortázar 2014".
Divulgue para todos os cronópios em seu blog.
Grande Abraço.
Carlos Piloto
Santos-SP”
Notícia complementada pelo artigo do El País:
http://brasil.elpais.com/brasil/2014/02/11/cultura/1392141836_920724.html
O mesmo amigo Carlos, enviou outro link interessantíssimo, que parece indicar que uma nova tradução de "Rayuela" sairá neste ano. (Mas este trouxa aqui não cai mais nos trambiques da Civilização Brasileira! Vou verificar umas quantas vezes se a tradução é mesmo nova, antes de gastar uma quantia fabulosa num livro da editora!)
Achei, também, um interessante texto te relacionando a Alice no País das Maravilhas e à Copa do Mundo (!):
http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:9CaFq7oQp24J:www.dm.com.br/texto/162870+&cd=1&hl=en&ct=clnk&gl=br&client=firefox-a
E a tua influência segue, em várias rayuelas, não só nas pessoas, mas também nas empresas, como: Rayuela Restaurante Cultural, Rayuela Livraria e Bistrô, Rayuela Comercio de Roupas e Acessórios... (e nos nomes de ruas, como já escrevi aqui no blog, anteriormente)
E segue, também, e isso não poderá ser surpreendente para quem tenha te lido, para quem realmente tenha te lido, a tua influência no erótico. O capítulo 7 de Rayuela segue sendo um monumento ao amor completo, total. Como se pode ver na abertura da série erótica “Tramas Ardientes”, exibida pelo canal Playboy TV.
http://www.youtube.com/watch?v=F1Jbz67O7ZE
Como pode ver, continuas por aí. Continuas sendo “alguém que anda por aí”. E por aqui também, já que penso em ti e nas coisas que escreveste umas quantas vezes por dia. Sempre que me acontece algo curioso, ou bonito, ou absurdo...
Bem, JC... Já falei tanto. Acho que agora vou ficar só calado, sentado, olhando, figurativamente, pra ti por um momento... Sorvendo um mate. Um mate metafórico.
Boas salenas, grande cronópio.
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sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Não comprem a nova edição de "O Jogo da Amarelinha"!
Isso mesmo: não comprem! A Record (dona do selo Civilização Brasileira) só recauchutou o livro, com capa dura, sobrecapa e um prefácio do Ari Roitman. A tradução, ao contrário do que diz o site do grupo editorial (vide imagem abaixo), é a mesma de Fernando de Castro Ferro.
Segue e-mail que escrevi a eles:
Senhores,
Acabo de voltar para casa com um exemplar da edição comemorativa de 50 anos de publicação de O Jogo da Amarelinha.
Sou tradutor e a única coisa que me interessava nesta nova edição era a nova tradução, de Ari Roitman. Fiquei muito decepcionado ao abrir o livro e ver de quem é a tradução. Fernando de Castro Ferro". Este é o mesmo tradutor das edições anteriores!
Pensei que poderia ter sido um erro de impressão, e me apressei a comparar algumas passagens. Não me enganara, é a mesmíssima tradução.
Se eu houvesse sido mal informado pela livraria ou pelo site de vendas, vá lá, a editora estaria eximida de culpa. Mas o grupo editorial Record publicou em seu site que Ari Roitman (...) assina o prefácio e a TRADUÇÃO.
Sinto-me absolutamente revoltado e desrespeitado, tendo jogado no lixo o meu dinheiro, porque, fora a capa dura e o prefácio de Roitman, é o mesmíssimo livro que já tenho aqui.
Gostaria de receber uma explicação convincente para isto.
Gustavo Melo Ribeiro
Segue e-mail que escrevi a eles:
Senhores,
Acabo de voltar para casa com um exemplar da edição comemorativa de 50 anos de publicação de O Jogo da Amarelinha.
Sou tradutor e a única coisa que me interessava nesta nova edição era a nova tradução, de Ari Roitman. Fiquei muito decepcionado ao abrir o livro e ver de quem é a tradução. Fernando de Castro Ferro". Este é o mesmo tradutor das edições anteriores!
Pensei que poderia ter sido um erro de impressão, e me apressei a comparar algumas passagens. Não me enganara, é a mesmíssima tradução.
Se eu houvesse sido mal informado pela livraria ou pelo site de vendas, vá lá, a editora estaria eximida de culpa. Mas o grupo editorial Record publicou em seu site que Ari Roitman (...) assina o prefácio e a TRADUÇÃO.
Sinto-me absolutamente revoltado e desrespeitado, tendo jogado no lixo o meu dinheiro, porque, fora a capa dura e o prefácio de Roitman, é o mesmíssimo livro que já tenho aqui.
Gostaria de receber uma explicação convincente para isto.
Gustavo Melo Ribeiro
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| Site da Record diz uma coisa, mas os créditos do livro provam outra |
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domingo, 13 de outubro de 2013
Finalmente!, uma nova tradução de “Rayuela” para o português!
ATENÇÃO! NOVIDADES SOBRE ESTE ASSUNTO NESTE OUTRO POST:
http://blogmorellianas.blogspot.com.br/2013/11/nao-comprem-nova-edicao-de-o-jogo-da.html
Um dos maiores mistérios de “O Jogo da Amarelinha” para mim sempre foi seu tradutor. Quem será aquele tal de Fernando de Castro Ferro? Nãolembro de jamais ter encontrado informações seguras e substanciais sobre ele. As informações que se encontram em fóruns e blogs são, às vezes, contraditórias e, com frequência, pouco claras.
Em um post anterior (http://blogmorellianas.blogspot.com.br/2013/03/rayuela-em-hebraico-e-em-portugues-nao.html), comentei que a Civilização Brasileira pretendia lançar uma nova tradução do livro, feita pelo professor Eric Nepomuceno. Desde aquela época, fiquei aguardando alguma resposta, tanto da editora como do tradutor, mas nunca recebi uma linha sequer deles.
Pois parece que os planos mudaram: a tradução comemorativa dos 50 anos de publicação de “Rayuela” não será feita por Nepomuceno. Aliás, não foi feita. Porque já está em pré-venda essa edição comemorativa. A tradução ficou a cargo de Ari Roitman – uma de suas raras traduções sem algum parceiro tradutor (como Paulina Wacht, com quem traduziu vários livros de Cortázar .
Com 602 páginas (menos que as 640 das edições recentes), e ao preço de R$ 70, esta edição especial tem ainda um prefácio do tradutor e uma bela arte de capa, de alguma forte semelhante a todo o projeto gráfico dos livros cortazarianos publicados pela Civilização Brasileira. Segundo alguns sites de venda de livros, espera-se que a edição esteja disponível a partir de 20 de outubro. (Alguns sites dizem já ter o produto, mas quando se liga pra loja, não há estoque ainda.)
Eu vou comprar o meu e vou direto ao capítulo 50, para ver como Roitman se virou com a tradução do trecho “una fuente de porlan”, embora eu desconfie que ele vá se guiar pela nota da edição da Cátedra do livro, que opina que porlan seja uma forma de representar a pronúncia de Portland, um tipo de cimento ou algo assim.
Eu, que não tenho lido nem as placas do metrô (o que me faz ir para a direção errada, com consequências bem cortazarianas...) vou ter de dedicar tempo e atenção a esta nova edição.
Terá Roitman coragem de alterar muito a consagrada tradução do capítulo 7?
http://blogmorellianas.blogspot.com.br/2013/11/nao-comprem-nova-edicao-de-o-jogo-da.html
Um dos maiores mistérios de “O Jogo da Amarelinha” para mim sempre foi seu tradutor. Quem será aquele tal de Fernando de Castro Ferro? Nãolembro de jamais ter encontrado informações seguras e substanciais sobre ele. As informações que se encontram em fóruns e blogs são, às vezes, contraditórias e, com frequência, pouco claras.
Em um post anterior (http://blogmorellianas.blogspot.com.br/2013/03/rayuela-em-hebraico-e-em-portugues-nao.html), comentei que a Civilização Brasileira pretendia lançar uma nova tradução do livro, feita pelo professor Eric Nepomuceno. Desde aquela época, fiquei aguardando alguma resposta, tanto da editora como do tradutor, mas nunca recebi uma linha sequer deles.
Pois parece que os planos mudaram: a tradução comemorativa dos 50 anos de publicação de “Rayuela” não será feita por Nepomuceno. Aliás, não foi feita. Porque já está em pré-venda essa edição comemorativa. A tradução ficou a cargo de Ari Roitman – uma de suas raras traduções sem algum parceiro tradutor (como Paulina Wacht, com quem traduziu vários livros de Cortázar .
Com 602 páginas (menos que as 640 das edições recentes), e ao preço de R$ 70, esta edição especial tem ainda um prefácio do tradutor e uma bela arte de capa, de alguma forte semelhante a todo o projeto gráfico dos livros cortazarianos publicados pela Civilização Brasileira. Segundo alguns sites de venda de livros, espera-se que a edição esteja disponível a partir de 20 de outubro. (Alguns sites dizem já ter o produto, mas quando se liga pra loja, não há estoque ainda.)
Eu vou comprar o meu e vou direto ao capítulo 50, para ver como Roitman se virou com a tradução do trecho “una fuente de porlan”, embora eu desconfie que ele vá se guiar pela nota da edição da Cátedra do livro, que opina que porlan seja uma forma de representar a pronúncia de Portland, um tipo de cimento ou algo assim.
Eu, que não tenho lido nem as placas do metrô (o que me faz ir para a direção errada, com consequências bem cortazarianas...) vou ter de dedicar tempo e atenção a esta nova edição.
Terá Roitman coragem de alterar muito a consagrada tradução do capítulo 7?
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quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Aulas com Cortázar
Esta indicação chegou até o Morellianas pelo leitor Carlos Piloto, de Santos (SP). É um interessante link que nos conta sobre um novo livro de Cortázar que chegou às livrarias. Chamado "Clases de Literatura", é a transcrição dos cursos sobre o assunto dados por Cortázar na University of California, Berkeley.
Lançado pela Alfaguara e custando 170 pesos argentinos (cerca de R$ 65, pela cotação de hoje) deve ser um interessante retrato do que passava pela cabeça de Cortázar nos últimos anos de sua vida.
Para saber mais, sigam o link enviado pelo amigo Carlos:
http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/30642/aulas+de+cortazar+em+universidade+dos+eua+viram+livro+sobre+historia+da+america+latina.shtml
Lançado pela Alfaguara e custando 170 pesos argentinos (cerca de R$ 65, pela cotação de hoje) deve ser um interessante retrato do que passava pela cabeça de Cortázar nos últimos anos de sua vida.
Para saber mais, sigam o link enviado pelo amigo Carlos:
http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/30642/aulas+de+cortazar+em+universidade+dos+eua+viram+livro+sobre+historia+da+america+latina.shtml
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sábado, 10 de agosto de 2013
A Buenos Aires ea Paris de Rayuela na Revista da Cultura
A edição mais recente da Revista da Cultura, publicação da Livraria Cultura, apresenta uma reportagem, ilustrada com bonitas fotos de João Correia Filho, sobre as cidades onde se passa "O Jogo da Amarelinha".
Pena que seja tão curta - merecíamos ver mais daquelas imagens deslumbrantes. Mesmo assim, vale a pena olhar, no site da revista:
http://www.revistadacultura.com.br/revistadacultura/detalhe/13-08-05/Dupla_cidadania.aspx
Pena que seja tão curta - merecíamos ver mais daquelas imagens deslumbrantes. Mesmo assim, vale a pena olhar, no site da revista:
http://www.revistadacultura.com.br/revistadacultura/detalhe/13-08-05/Dupla_cidadania.aspx
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Gustavo
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11:14
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