sábado, 27 de agosto de 2011

Bibliografia cortazariana

Ontem foi aniversário do cronópio-mor e eu não postei nada. Que vergonha. Mas sei que Julio não ficaria bravo comigo se soubesse desse esquecimento - esquecimento que, de mais a mais, serve como atestado de minhas características cronopiais.

De qualquer forma, fica como um presente atrasado, mais para os leitores do Morellianas do que para o próprio aniversariante Julio Florencio Cortázar, uma extensa bibliografia cortazariana. Diferente das bibliografias que vemos por aí, especialmente nas edições nacionais dos livros do Julio, esta tem a audácia de se propor a ser o mais completa possível, porém eliminando coletâneas e assemelhados.

Minhas fontes de pesquisa principais foram as edições de "Rayuela" da UNESCO e da editora Cátedra, e os biográficos "Julio Cortázar: La Biografía", de Mario Goloboff, e El lector de... Julio Cortázar", de Alberto Cousté.

Os anos se referem à primeira edição de cada obra. Quando aplicável, pus notas sobre o livro. Deixei separados e marcados por pontos de interrogação dois livros de entrevista, ao final da lista. As respectivas datas de publicação que encontrei constam nos volumes nacionais ou foram encontradas na internet e podem não ser precisas. Se alguém souber informações mais precisas sobre "Conversas con Cortázar" e "La fascinación de las palabras", avise, por favor.

No caso de livros já resenhados aqui no Morellianas, basta clicar no título deles para ir até a postagem correspondente. Livros com mais de uma resenha ("O jogo da amarelinha", "Último Round"...), clique nos números sobrescritos para ler os posts correspondentes. (Conforme for lendo outros livros do Julio, atualizarei a lista aqui, certo?)

Saludos e uma salva de palmas para nosso amigo cronópio aniversariante!



Ano
Livro
1938
Presencia (como Julio Denis)
1945
La otra orilla (como "Los presentes"; 2ª ed. aumentada, 1964)
1949
1951
1956
Final del juego ("Los presentes"; 2ª ed. aumentada, 1964)
1959
1960
1962
1963
Rayuela [1] [2]
1966
1967
La vuelta al día en ochenta mundos [1] [2]
1968
Buenos Aires, Buenos Aires (c/ fotos de Sara Facio)
1968
1969
Último round [1] [2]
1970
1971
1972
1973
1974
1975
1975
Silvalandia (baseado em ilustrações de Julio Silva)
1976
Estrictamente no profesional. Humanario. (c/ fotos)
1976
Dossier Chile: el libro negro
1977
1979
1979
Territorios
1979
1980
1980
1980
Monsieur Lautrec (c/ desenhos)
1981
París: ritmos de uma ciudad (c/ fotos)
1982
1983
1983
Nicaragua tan violentamente Dulce [1] [2]
1984
1984
1984
Alto el Perú (c/ fotos de Manja Offerhaus)
1984
Negro el diez (c/ litografias)
1985
1986
El examen (escrita na década de 1950)
1986
Divertimento (escrita na década de 1960)
1991
1994
Obra Crítica [1] [2] [3]
1995
1995
1996
2000
Cartas (edição aumentada, 2012)
2009
Correspondencia Cortázar-Dunlop-Monrós (com Carol Dunlop e S. Monrós-Stojaković)
2009
2010
Cartas a los Jonquières
2013
Clases de Literatura
2013
El Último Combate




 

13 comentários:

  1. Carlos (Santos/SP)28 de agosto de 2011 15:22

    Olá, Gustavo!
    Descobri seu blog e o acompanho a algumas semanas. Também sou fã enorme de Cortázar.
    Apenas um engano na bibliografia: Fantomas é de 1975.
    Umas dicas para a sessão Discos: há uma disco com letras (poemas) de Cortázar (Trotoir de Buenos Aires). Há também uma compilação das músicas de jazz citadas em Rayula, por Pilar Peyrats Lasuén, que teve uma edição espanhola (Jazzuela, Julio Cortázar e el jazz) e uma edicão francesa (Jazzuela, le jazz dans le Marelle de Julio Cortazar). Se você ainda não conhece vá atrás na net e comente no blog.
    Estou à disposição para qualquer ajuda.

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  2. Olá, Carlos!
    Obrigado pelo comentário, amigo.

    Não se trata de um engano... bom, se for, foi um engano induzido por fontes embasadas... Tanto o livro do Goloboff quanto a conceituada edição de Rayuela na coleção Archivos da UNESCO dizem que o livro é de 1965. Por outro lado, Andrés Amorós, na sua edição da Cátedra, fala em 1975. Como não tenho o livro, me baseei na data que tinha mais citações. Se você tiver alguma outra referência confiável apontando o ano de 1975 como o ano de publicação, por favor, me avise.

    Conhecia Jazzuela, mas não sabia que existiam edições diferentes. Tem mais detalhes?

    Tenho andado com pouco tempo disponível para o blog, por isso, se quiser contribuir com resenhas dos discos você mesmo, será um prazer - é só entrar em contato pelo e-mail que consta no banner.

    Grande abraço!

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  3. Otro libro que no veo arriba (disculpe que sólo hablo inglés e español): El tango de la vuelta (1984):

    http://cvc.cervantes.es/literatura/libros_cortazar/tango_vuelta.htm

    Saludos

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  4. Muchas gracias, Chris!
    No hay problema, hablo español y inglés también (aunque mi español no es perfecto, por lo que te pido disculpas).

    Jamás había escuchado hablar de El Tago de la Vuelta. Echaré una ojeada al enlace y haré la corrección en la lista. (Puede llevar un rato, porque mi computadora está con defecto, y estoy usando la de otra persona).

    Saludos!

    P.S.: Solo por curiosidad, de onde eres tú? Y como llegaste a Morellianas?

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  5. Gustavo,

    Vivo no muy lejos de Nueva York, y siempre ando buscando novedades Cortazarianas en la red. Me gusta mucho tu sitio. Puedo leer portugués con un poquito de paciencia, aunque no lo hablo en absoluto. Tengo un blog (en inglés) donde a veces "posteo" sobre Cortázar:

    http://dreamersrise.blogspot.com/search/label/Julio%20Cort%C3%A1zar

    Saludos,

    Chris

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  6. Hi, Chris.
    Thank you for the compliments. Don't worry, we can communicate in English - I study English translation at a local University, and I think you'll understand better than my Spanish (a read a lot of Cortázar in Spanish, but my skill in his language is still far from perfect).

    It makes me very glad to see that my modest idea of a blog about Cortázar has had so good results, such as comments from people outside Brazil (that`s where I`m from). I write in Portuguese because I think JC is not as well-known here as I believe he should be. Unfortunately, that makes harder for people fro other countries to have access to the content posted here.

    Would you like to send Morellianas some text, to be published both in ENglish and Portuguese? (I don't know, maybe something about how is Cortázar seen in the US or something else you might have in mind...)

    Greets,
    Gus

    P.S.: Sorry for the typos, I'm using a Mac while my pc is in repair, and I'm not very used to its keybord configs.

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  7. Gustavo,

    I have taken advantage of your suggestion to put some thoughts together in a blog post, at http://dreamersrise.blogspot.com/2011/09/open-letter-to-gustavo-ribeiro.html. You're welcome to excerpt or translate any portions you find useful.

    All the best,

    Chris

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  8. Hi, Chris.

    Thank you so much for your reply/post. I'll read it carefully, then translate and then finally post it here. I'll let you know when I post it here. (My computer is still out to be fixed, it may take a while, as well as the correction of te bibliography I posted.)

    All the best to you, too.

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  9. PREGO, Omar. La fascinación de las palabras. Conversaciones con Julio Cortázar. Barcelona: Muchnik Editores, 1985. 204p.

    Dá uma olhada na biblioteca da UFRGS: BERMEJO, Ernesto Gonzalez. Cosas de escritores. [Gabriel García Márquez, Mario Vargas Llosa, Julio Cortázar] Uruguay: Biblioteca de Marcha, s/f. 138p.

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  10. Baladíssima Baladão (gostou dessa?)!
    Che, como fizeram falta teus comentários aqui no Morellianas! Digamos que no meu Clube da Serpente a tua ficha é uma das primeiras (junto com a do Gabo, que me disse pela primeira vez "Guga! LEIA Cortázar!").

    E que comentários, por falar nisso! Obrigadíssimo pela ajuda! Logo, logo vou refazer a lista e publicá-la de novo, com um devido agradecimento a ti, pela contribuição!

    Sabe algo desse "El Tango de la Vuelta", citado pelo Chris?

    Bah, agora já não tou mais indo à UFRGS, mas fiquei louco para ler esse livro! Parece difícil de encontrar!

    Como disse no outro comentário, te mando um e-mail em breve!

    Beijos!

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  11. Estou reorganizando essa lista e passo aqui só para confirmar, em referência ao comentário do nosso amigo do hemisfério norte:

    "Una vez concluida la serie, Pat Andrea le pidió a su amigo Julio Cortázar un prólogo para el libro que pensaba editar con esos dibujos. Pero Cortázar, en vez de un prólogo, le envió un cuento llamado “El tango de la vuelta”, que titulándose simplemente “Tango de vuelta” había aparecido en el volumen Queremos tanto a Glenda (Nueva Imagen, México 1980)."

    Fonte: http://www.jornada.unam.mx/2007/10/21/sem-bada.html

    Ou seja, não se trata exatamente de um livro de Julio Cortázar. Tenho minhas dúvidas se devo inclui-lo na lista, uma vez que o texto já existia antes...

    Dêem suas opiniões.

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  12. Caro Gustavo,

    Sou assíduo frequentador do Blog, pelo qual te parabenizo; a devoção à obra cortazariana e o cuidado com que disponibiliza isso para o público em geral.

    Sou historiador e pesquisei sobre o Julio na fase "vida portenha solitária" 1946-1951 e, em um dos livros usados na bibliografia, o de Miguel Herráez ("Julio Cortázar, una biografia revisada"), consta o "Fantomas" como 1975.
    E a referência se faz correta porque "Fantomas" traz indícios sobre a participação de intelectuais (Julio incluso) nas sessões do Tribunal Russell, em 1974.

    Enfim, apenas para acrescentar um dado, já que este é um espaço que admiro e faço votos para que seja cada vez mais visitado.

    Grande abraço,

    Marco Antonio

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    1. Boa noite, Roque! Peço desculpas pela demora em te responder, mas passei por cada coisa, ultimamente...

      Agradeço, primeiro, o elogio! Faz bem um elogio e, mais bem ainda, saber que meu blog é útil e interessante a tantos leitores do JC.

      Também agradeço o seu comentário de excelente qualidade! Agradeço a fonte e a dedução, que faz todo o sentido! Só fico descontente de ter que editar toda essa tabela novamente, porque nunca sei direito como fazer isso aqui no Blogger.

      Mais uma vez o meu agradecimento pela tua valiosa contribuição, amigo Marco Antonio!

      Forte abraço,
      Gustavo

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